Outro dia me perguntaram o que eu mais odiava. Depois de alguns segundos de reflexão, disparei: gente burra! Antes que os politicamente corretos de plantão me acusem de falta de caridade, de intolerância ou coisa parecida, eu explico.
Quando digo que odeio gente burra, não me refiro aos naturalmente limitados por motivos diversos mas que, reconhecendo suas limitações, se esforçam diariamente
para se superarem; a estes considero inteligentes. Refiro-me a uma categoria especial: os burros que se acham espertos!
Odeio gente burra que toma a vaga que alguém que já está esperando no estacionamento do shopping, que não respeita fila, que compra um carro enorme (necessidade de autoafirmação?) e para o carro atravessado, ocupando duas vagas no estacionamento (deveria pagar dobrado). Odeio gente burra que estaciona trancando os outros.
Odeio gente burra que não dá passagem a quem pede, mesmo com o sinal já fechado, como se esperar alguns metros à frente fosse encurtar o tempo de viagem. Odeio gente burra que joga lixo pela janela, que não recolhe a própria bandeja quando come no shopping, que não dá descarga ou que urina no chão (estes são tão burros que lhes falta a coordenação motora!).
Odeio gente burra que, no avião, levanta da cadeira ou liga o celular antes do avião parar, desobedecendo a todas as instruções simples e claras que são dadas. Gente burra que, estando sentada nas cadeiras da frente do avião, faz questão de entrar primeiro só para ficar atrapalhando o embarque de quem está sentado mais atrás.
Odeio gente burra que destrói equipamentos públicos, estraga transportes coletivos, risca mesas, paredes ou portas de banheiro. Estes últimos não descobriram a internet ainda; são analfabetos digitais.
São tantas coisas, que um livro talvez não bastasse para enumerar e você, que está me lendo agora, pode classificar algumas dessas atitudes como falta de educação, falta de honestidade ou mesmo preguiça. Por isso repito: burrice! O mal educado, o desonesto, o preguiçoso não percebe que piorando a vida dos outros acaba piorando a sua. Burrice! Se cada um agisse com um pouco mais de bom senso, com menos burrice, a vida de todos seria menos trabalhosa. Todos ganhariam mais, trabalhariam menos e adoeceriam menos.
O que mais me desanima é que gente burra se reproduz e passa para a geração seguinte sua cultura de burrice. Já foram a um restaurante e viram crianças correndo insistentemente entre as mesas, incomodando a todos e correndo risco de provocar acidentes sem que os pais se incomodassem minimamente? Curiosamente são os mesmos que ao deixar os filhos na escola param em fila dupla (às vezes tripla) como se todos tivessem que sofrer por que ele resolveu ter filhos. Que culpa os outros tem dele ter resolvido reproduzir?! Vai punir toda a humanidade agora?
Eu ensino constantemente à minha filha, pelo exemplo, a não ser burra. Ela pode ser o que quiser na vida, só não lhe dou o direito de ser burra. Entretanto, em alguns momentos, chego a duvidar se estou fazendo o certo. Talvez só sirva para que ela sinta a tristeza, ou às vezes a raiva, que sinto quando presencio ou sou vítima dessas burrices. Chego quase a acreditar que gentileza só gera gente folgada!
E acredito que deveria ainda continuar, e também mencionar a gente burra que pensa que dinheiro é comestível e algo realmente imoportante, e seu post me lembrou uma frase de Chico Mendes: "Eu achava que lutava para proteger as Seringueiras... depois achei que lutava para proteger o ecossistema... mas no fim percebi que luto para salvar a mim mesmo."
ResponderExcluirE infelizmente temos muitas pessoas burras em cargos de poder.
gostei do que escreve. vou voltar sempre.:)
ResponderExcluir